quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fanatismo por futebol: Escapismo ou Modo de vida?


Às vezes me pergunto por que há tanto fanatismo no futebol. Não estou questionando o torcer por um time, porém, questiono aquele modo fanático de se torcer para um time. Há pessoas que levam ao extremo o amor pelo time fazendo loucuras irracionais.
Coisas como brigar em bares quando alguém ofende o time ou participar de torcidas organizadas que matam torcedores rivais. Entende o que digo? Por que as pessoas focam suas vidas em um time, em seus jogadores, técnicos, presidentes de clube e não dão atenção para a própria vida, para a família ou para quem está ao seu redor? Por que os torcedores gastam tanto de si?
Esses dias presenciei dois sujeitos bem pobres financeiramente discutindo com fervor sobre a justificativa de um certo jogador ganhar seis milhões por ano, e eles argumentavam com tanta paixão que eu me indaguei: será que esses homens não percebem que são pobres conversando sobre um salário absurdamente alto de alguém totalmente alheio a eles? Não seria mais interessante se eles discutissem sobre o salário deles? Como iriam administrar o ganho do mês?
Aí me veio uma idéia: o futebol é para esses dois cidadãos um escapismo, uma forma deles pensarem em algo grande, rico e glamoroso, esquecendo, assim, de suas vidas.
Claro que não devemos esquecer de todo o contexto social do futebol, das conversas no trabalho, nas resenhas e brincadeira entre amigos, nos bons papos no bar, mas, eu questiono é quando o sujeito torna o ato de torcer seu estilo de vida.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Bichos de estimação e a banalização da vida humana.

É incrivel como o cidadão contemporanêo elevou exponencialmente seu feitichismo. Atualmente vários elementos do cotidiano têm se tornado importantíssimos na vida e se elevado à um pantamar anteriormente só ocupado pelo ser humano.

É o caso dos bichos de estimação ou, como se chama atualmente, os pets. As pessoas têm dado tanta atenção, dedicação e amor aos pets que eles alcançaram um pedestal que muitos seres humanos não alcaçam. Há animais mais importantes, para seus donos, do que os amigos, amores e até filhos.

Fato esse muito curioso e perigoso. Pois em tempos de politicamente correto e extinção o Ser Humano se torna algo desprovido de valor. Uma notícia que um certo animal está em extinção causa mais comoção do que uma notícia de várias crianças morrendo de fome.

É uma contradição absurda: nos tornamos mais humanos e sentimentais, porém, estamos mais desumanos na medida em que banalizamos a vida humana.

Esta deificação dos animais e reificação dos seres humanos é fato. E para comprovar basta dar uma olhada em volta: TV - há um enormidade de programas com enfoque em pets, Comércio - as pet-shops aumentaram de forma absurda, enfim: valorizamos animais e desprezamos os nossos semelhantes.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Cidadão Atual e o Medo.

A minha cidade passou, ultimamente, por dois episódios de uma desenfreada onda de medo. O que cientificamente pode ser diagnosticado como: Histeria Coletiva.

O primeiro episódio se deu no mês de Agosto do corrente ano. Naquela feita a gripe suína estava na moda e iria acontecer na cidade o Festival de Inverno Bahia. Então o povo somou esses dois elementos e criou um terror surreal: a epidemia da gripe suína iria invadir a cidade pois muitos turistas do Sul do país trariam consigo o temível vírus.

Houve, então, uma histeria, as pessoas só comentavam isso. Todos estavam com medo da gripe suína. Foi um rebuliço incrível. Aquela reação da população é propícia para uma análise sociológica acerca do cidadão contemporâneo e o medo. Na sociedade atual o ser humano vive rodeado de agentes ameaçadores do mais variados gêneros. Criminosos, Fenômenos naturais, doenças e até o acaso, todos eles impõem terror trazendo consigo um sentimento enorme de insegurança e impotência, fazendo com que o cidadão atual seja um medroso por excelência.

O Segundo episódio de histeria coletiva do ano de 2009 que a cidade de Vitória da Conquista passou se deu no mês de Novembro, este começou com o boato de que um estrupador de uma cidade visinha, Itambé-BA, estaria atuando em Conquista - esse é o apelido carinhoso pelo qual nós chamamos a nossa cidade. O que a cidade viu a seguir foi uma rídicula onda de medo. Em todos os lugares não havia outro tema nas conversas, tudo girava em torno do estrupador.

Os depoimentos sobre as aparições e atuações do estrupador eram incoerentes. Pra começar eram relatos totalmente fora da realidade, pois, desmentia uma das leis da física: aquela que diz que um mesmo corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Pode-se deduzir, portanto, ou ele tinha o dom do espaço-continuum ou os relatos eram um monte de mentiras.

É espantoso como as pessoas caiam facilmente nos papos dos fomentadores do medo. As incoerências eram gritantes, não havia lógica nenhuma nos depoimentos, era um exagero atrás do outro e mesmo assim o povo acreditava e ficava amedrontado.

Esses dois casos são provas consistentes que o cidadão atual é inseguro e muito suscetível ao medo. Qualquer especulação ou rumor faz com que o homem de hoje mergulhe no terror de tal forma que ele sequer questiona a veracidade e coerência da informação que lhe é passada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

NOVELA: A Legitimadora do modo de vida da classe média.

Antes de começar minhas reflexões gostaria de deixar claro que eu não assisto a novelas. Tenho um grande apreço por minhas células cinzentas para cometer tão massacre intelectual. Portanto o que narro aqui eu tomei conhecimento através dos comerciais de TV e da conversa de terceiros.

As novelas, como toda produção "cultural" promovida pela elite dos meios de comunicação, tenta legitimar os valores que regem o cotidiano das classes superiores financeiramente falando. Nessa nova novela da Rede Glóbulo: Viver a Viva!!!! - o ator Zé "pegador" Mayer faz um personagem que namora e casa-se com uma modelo dois séculos mais jovem do que ele, a personagem da modelo é vivida por Taís Araujo.

Aqui podemos ver como a novela tenta romantizar o novo paradigma da vida burguesa: o pai de família divorciado que se envolve com um mulher jovem. A novela vem, dessa forma, amenizar, tornar bonito e aceitável essa nova realidade do cotidiano burguês brasileiro. O que não é uma novidade, mas, a forma como o tema é tratado na novela é uma ofensa à inteligencia do brasileiro, pois trasformar em um conto de fadas uma prática banal e costumeira é rídiculo.

Como sempre a TV nos trata como idiotas e tenta colocar seus valores deturpados em nossas cabeças.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A TV me deixou burro.

Estou cada vez mais crente naquela frase daquela música dos Titãs: "Porque a televisão me deixou burro, muito burro demais." Quando me arrisco a ligar a TV o que vejo é um amontoado de inutilidades assassinas de massa cinzenta. É sério, sempre que ligo a televisão eu devo perder em médio uma centena de milhões de neurônios.

É um genocídio homérico. Não entendo como o ser humano, sobretudo o brasileiro, ficou tão desprovido de pensamento reflexivo, senso crítico, olhar analítico... enfim ficou burro.

Se o caro leitor está duvidando é só parar para assistir os programas das tardes brasileiras, ou então os programas de domingo. Não há um que salve. Todos foram feitos por (e para) pessoas fúteis, preguiçosas intelectualmente e principalmente alienadas.

A TV me ensinou que: 1 - A vida de uma celebridadizinha de merda é mais importante que a minha própria vida. 2 - Todos os ricos e famosos já foram pobres e fudidos, portanto eu devo ser muito incompetente por continuar sendo pobre. 3 - Pelé, Roberto Carlos, Xuxa são os monarcas da República Federativa do Brasil, engraçado e eu pensava que meus país estivesse num regime presidencialista.

Pararei por aqui, mas depois voltarei com mais verdades sobre a nobre cultura veiculada pela imprensa televisiva.